sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Soneto à Palavra


Antes eu tropeçaca em cada palavra
E engasgava com as que ficavam guardadas
Doíam na garganta pesavam no peito
Não traziam nada, sequer respeito

Tenha seu rifle e saiba atirar
Ou o desuso o inabilitará
Palavras ditas do jeito certo
Fazem do abstrato, o concreto

Respeito não se ganha, se conquista
Quem sabe o que quer não deixa pistas
Faz seu caminho se fazendo entender

Olhe nos olhos diga e repita
Ou passe o resto da sua vida:
"Um dia alguem irá me compreender ?"


Otávio Fraz

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fica Comigo - Versão "praia" e Versão Pagode - Dê sua opinião


Nessas férias fui a Fortaleza! Lá passei uma semana no apartamento de uns amigos que curtem demais música, juntamos uma galera que toca e ficávamos tocando até de manhã!!
No dia 23 de dezembro, lá pelas 5 da matina, já meio virado de uísque, um amigo virou e disse, "Ótávio faz uma música aí, pra uma mina que tenha mexido com você ultimamente" , eu que já não estava muito sóbrio, disse "é pra já".
Foi o tempo dele ir no banheiro, tomar um banho e voltar. Eu estava na sacada, a brisa forte do mar naquela madruga, quando eu vi a música já estava no papel, alí, pronta, foi só pegar o UKULELE, ajustar os acordes e tocar.

5:30 da manhã, logo depois de ter feito a música.



Depois que música ficou pronta, logo gravei no iphone pra não esquecer! Quando mostrei a versão reguezinho pra um amigo que toca cavaquinho, ela tocada no Ukuelele, ele se amarrou e propôs que fizéssemos uma versão pagode, e ficou muito massa.
As duas versões estão abaixo e quem ouvir eu quero que vote nos comentários, que vamos publicar no blog http://www.madafoquer.com.br/, pra pedir pra galera mandar vários vídeos tocando a música pra gente fazer um clipe só, tipo esse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=-kX1uaflYyY

Versão Ukulele:

Versão Pagode (Gravada com cavaquinho, ukulele e violão):

Quero ouvir opiniões e sugestões!
Quero mandar um abraço pros que participaram dessa brincadeira, Fábio, Neto, Yago e Bruno!

Otávio Fraz

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Soneto à inquietude



Tenho tanto e busco mais
Caminho inverso ao da paz
Não ser feliz com o que se tem
Buscando só o que convém

Não sei e não quero esperar
Diz o destino "Aguarde, virá!"
Me corroo por dentro a angústia
Que me vence sem muita astúcia

Entre o céu e o abismo
Não me importo mais comigo
Já estou em queda livre ?

Não tenho asas pra voar
Só alguns sonhos pra sonhar
Hum!! Nas nuvens nunca estive...

Otávio Fraz

domingo, 18 de dezembro de 2011

Aos tolos mórbidos


Pra este homem que morre, dê um motivo pra viver
Tudo que precisa é uma razão pra seguir
E o amor nunca se alcança, sempre se busca
Se busca o sempre do amor, que quase sempre nunca chega

E se de novo este homem estiver prestes a morrer
De-lhe filhos, uma árvore pra plantar, um livro pra escrever
Algo que para viver dependa dele, ou para existir
Uma maneira de se eternizar quando chegar a hora de partir

E se ainda sim esse homem teimar, quiser desfalecer
Se ele se sujar nos braços de quem nunca fez por merecer
O perdão talvez, seja a única pura solução
Ele existe, e é completo nas profundezas do seu coração

Se na derradeia tentativa ele enfim se entregar a morte
Diga-lhe que viver sem ele você não vai e não pode
Deita ao lado dele, e segurando suas mãos esperem a morte juntos
E nessa hora ele verá, e viverá só pra não ter ver morrer

Otávio Fraz

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Soneto a quem encherga mais longe

De certo não sei escolher
Fito sempre o mais complicado
O impossível, do lado errado
Se é correto não sei dizer

O que está mais no fundo
Não precisa ser o caro
Simplesmente o mais raro
Que mais dure nesse mundo

Vou ao cume da montanha
Embrenhado nas entranhas
Ao ausente aqui de dentro

Do que falta a minha alma
Aquela paz, aquela calma
Com o banal não me contento

Otávio Fraz

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Soneto a um Sonho

Pyro - Kings of leon

Era uma moça de pele macia
Chegou-me bem perto e suave dizia
"Aquilo que somos
É o resultado do que pensamos"

O lugar era lindo... nascia o dia
A moça era simples... a todo tempo sorria
Foi quando de repente, a reconhi
E ela não deveria estar alí

Mas que posso fazer se estava tão linda ?
A via caminhando por traz das cortinas
Brancas, com quem o vento brincava


Me olhava sorrindo e dizia "bom dia"
"Vem logo, me fazer companhia
É tão lindo o mar aqui da sacada..."



Otávio Fraz

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Malditos Sonhos

Eels - I Need Some Sleep



Sonhei bem noite passada
Mas sonhei o que não devia sonhar
Em braços que não deveria estar
Em presença nunca experimentada

Não respeitam as leis do homens
Os limites pautados pela moral
Ou qualquer entrave relacinamental
Plantam desejos que te consomem

Te fazem viver covardemente
Os desejos profundos da sua mente
E os anceios latentes do seu coração

Bem no momento que ela abre a porta
Armargamente, você se encontra de volta
Acordando sozinho no seu colchão

Otávio Fraz

domingo, 23 de outubro de 2011

Matinal

Chico Buarque - Tatuagem



Nem bem acordamos já brigamos

Olhos molhados, tristes, falando dentre os dentes cerrados,
ajoelhada na cama quase ódio nos olhos.
Se justifica sempre dizendo que me ama
Que me ama e que me ama

Sentado na cama, com o rosto entre as mãos
Não choro por pouco, já não temos solução
E fico mudo por longos períodos

É quando se chega e puxa meu rosto
Pedindo pra dizer que também te amo
Digo “não como antes, amor muda ?”

E chora mais, no turbilhão de dúvidas e culpa se enfia
E cansa de gritar, de xingar e de chorar
Suspira fundo de olhos fechados

Me abraça de seios nus e me beija vagarosamente
Vai até a janela e fecha as cortinas
E me faz amor pra provar que ama
É quando já não consigo imaginar meu mundo sem você.

Otávio Fraz

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O tempo esqueceu de esquecer

Train - Marry Me


Há tempos atraz eu disse que amava alguém
E é recente que descobri que estava certo
Pois há anos tento deixar de lado
O que hoje descobri que não vai embora

A parte mais pura e incosciente do meu ser
Mesmo apesar de tudo, pegou uma parte do melhor
Guardou na estante mais alta,
Aonde nem o tempo alcança

O que ficou guardado está intacto
O sentimento mais supremo que já senti
Está intacto na forma que existiu
Não mudou, não evoluiu

O amor guardado é por aquela que me fez o melhor
O melhor homem que já pude ser
Mas ela já não existe mais...
Ela foi tão embora, que não sei se volta

O que sobrou foi o seu retrato no meu dia a dia
Que o amor lembra que me faz lembrar dela
Ela se foi, mas sei que está ali em algum lugar...
Mas não sei se terá forças pra voltar

Amo alguém que não existe mais
E que vejo todos os dias na face de quem já não é
A doce flor que queria ser feliz
É só uma flor num caminho triste

Otávio Fraz







quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Soneto à cura aos olhos tristes

Tom Jobim e Elis Regina - Triste


O que faço pra tirar dos seus olhos
Esse olhar assim tão triste ?
Nesse semblante que persiste
Em distribuir olhares sem foco

É na angustia que se deixa levar
Distante, te observo doído
Com peito apertado e aflito
Imaginando se vais voltar

Espera! São longos meus braços...
Bastante, ao alcance dos passos
Que te levam não se sabe pra onde

Já chega, acabou, vem aqui !
Não te prometo uma vida feliz
Mas prometo sorrisos aos montes

Otávio Fraz

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Renascença

Kings Of Leon - The Immortals


A poeira se realoja
Os dias passando com sempre
Ciclos acabam e recomeçam
Uns sorriem, outros mentem

Não se encontrar é grave
Mais ainda não saber aonde ir
O cômodo vicia e aliena
Tenho um caminho a seguir

Sobrevivo me esgueirando
Das facilidades do banal
Dos vícios do mundano
E assim... não sou normal

Vou embaixo, no escuro
Choro e sofro, mas passa
E renasço, como hoje
O mesmo, em um novo mundo

A chuva, um novo "big bang"
Força, para tudo que me convém
Sonhos, a razão do caminhar
E amor, que é só o que pode me guiar

Otávio Fraz



quinta-feira, 25 de agosto de 2011




Soneto ao agora

É preciso morrer pra renascer
Agora, do fundo do poço
Não messo nenhum esforço
Apagar pra reascender

Em meio caminho à luz
Ao longe um céu azul
Felicidade...não caberei em só um
A expectativa não se traduz

Já sinto o peito esquentar
Há um novo cheiro do ar
Um novo mundo ao meu redor

Sucesso na labuta dos dias
Sonhos realizam minha vida
E no amor... já não estou só...

Otávio Fraz

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Soneto a força


De vazio já estou cheio
Entre o fim e o recomeço
O espaço em que me perco
O fim justifica qualquer meio

Me canso logo e com rapidez
Esforço inútil em uma busca
Que a distância, a vista ofusca
Me indago: chegará a minha vez ?

A vez ja chegou e está aqui
O que mais poderás pedir ?
Se não a forçar pra buscar... sempre.

Se essa força você ja tem
Terás tudo que lhe convém
Ao que procuras vá... busque... tente...

Otávio Fraz

terça-feira, 19 de julho de 2011

Brandi Carlile - Turpentine



Quero-te bem... no bem querer de cada instante
Quero-te ontem, como uma lembrança latente
Quero-te hoje, como um momento, um presente
E te quero agora, como quem morre e não pode esperar

Quero-te amanhã no florear do meu bom dia
Quero-te aqui como se fosse tudo que sempre esteve
Quero–te quando, na mais próxima estação
E te quero sempre... como sempre quis

Quero-te linda, assim, adormecida ainda
E singela na mais simples maneira...
Quero-te perdida... e entre meus braços
Logo ser encontrada por meus abraços

Quero-te toda, cada pormenor
Cada defeito o menor que for
Quero-te assim, do jeito que você é
Do loiro fio de cabelo ao feio dedão do pé

Otávio Fraz

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O que for preciso

Se não for escutar é melhor nem ler:

Radical Face - Welcome Home



Longe de ser o que esperam
Já é sem volta o caminho que traço
Na cega busca do eterno
Sem tempo para cansaço

Não sou o que esperam
Sou muito mais
Sou a chuva, a tempestade e a paz
Me quebro e logo me concerto

Amaldiçoado por olhos distante
Vejo além do que se vê
Os que opinam no que devo ser
Só veem horizontes... eu vou mais longe

É distante e caro à sanidade
Mas corro em busca da minha verdade
Contra mau tempo, obstáculos e tristeza
Sou guarda chuva, sou gigante e sou fortaleza

Contra tudo e contra todos
Contra a maldade e os desgostos
Sigo austero meu caminho
Pra isso nasci e aceito meu destino

Esse sou eu e me tenho respeito
E a tudo aquilo que arde no peito
Me tem sido justo e amigo
O destino, e serei o que for preciso

Otávio Fraz

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Poesia Cantada - O que restou.


É difícil tirar você de mim
Como se tudo que vivemos, de repente não existisse mais
Já sabíamos que seria assim
E agora ? Nossa histórias ficou pra trás

É difícil, olhar nos seus olhos e ver
Que ainda sente, tem vontade de viver
Nossos sonhos, nossos planos
E distantes... A quem estamos enganando ?

(Refrão)
O que restou...
Essa canção pra lembrar de nós dois
Do que passou...
Dos momentos que te fiz sorrir
Boa noite!
Temos que dormir

O que restou...
Essa canção pra lembrar de nós dois
Do que passou...
Dos momentos que te fiz sorrir
Boa noite!
Seja feliz

É difícil, olhar nos seus olhos e ver
Que ainda sente, tem vontade de viver
Nossos sonhos, nossos planos
E distantes... A quem estamos enganando ?

Não olhe para mim, fingindo não saber
Quem realmente sou, o que fui pra você
É mentira, dizer que esqueceu
É mentira, seu coração ainda é meu

(Refrão)

Otávio Fraz

LINK PARA BAIXAR A MÚSICA:

Às escolhas.



Não se engane amigo, há sempre uma escolha
Mas quero saber se estas disposto ?
A pagar o preço...a provar o gosto...
É provável que ganhe e é provável que sofra

Quem bem nasceu e já sabe o que quer
Não deixa que digam que não possa fazer
Não vai desistir, não vai esquecer
Arranja um jeito e não perde a fé

Um homem é feito de decisões
É bom ter respeito ao que ruge bem dentro
Contra todas as regras e a qualquer argumento
Prevalece que o que ruge no coração

Mas toma cuidado é tortuoso o caminho
A fraqueza de alma, o desamnor, o desatino
Vendam os olhos e calam os sonhos
É quando, de repente, nem sabemos quem somos


Otávio Fraz

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Poesia Cantada - Ofegantes

Ofegantes




No evolcro da sua cintura
No piscar lento dos teus cílios
No cortante da sua mira
Entreguei-me ao perigo

E em meio a um mar de orações
Exacerbei quase todos os erros
Que um dia sonhei
Me permitir

Deitamos em memórias e sorrisos
Pairamos do futuro as lembranças
Sem anceios, sem planeios, sem promessas
Queiçá esperança

Quis não racionalizar mais
Rasguei amores, poemas, canções
Meu orgulho se foi
Escudos ao chão

Brilhou no tempo uma promessa
Por tráz das nuvens densas que sela
Um emblema... um coração...

E fez-se chorar o tempo
Que há muito dessoava do meu canto
Pareou ao nosso ritmo
O encanto

Incrédulos ainda duvidamos
Mas a tempestade nos seguia
A medida do alvorocer
Ofegantes

Encostado ao teu seio
Vi secar meu pranto
De joelhos e olhos vermelhos
Vi secar meu pranto

Otávio Fraz

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Soneto aos destinos

Damien rice - the blowers daugther



Será que seremos felizes?
Seguindo em caminhos opostos
Num jogo sem diretrizes...
Brincando de gosto não gosto

Distanciamo-nos sempre mais
Por caminhos quase sem volta
Sem migalhas deixadas pra traz
Trancando todas as portas

Nossas vidas aconteceram assim
Simultaneamente, pra você e pra mim
Ao mesmo tempo, hora e até local

Riamos, outrora, dessa sintonia
Que hoje só nos traz agonia
E pra esquecer? Esqueceremos igual?

Otávio Fraz

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Soneto a Tamara

Tiago Iorc - Nothing But A Song



Ah! Que vontade de me dar...
A teus olhos, menina, que são doces
A tua voz que me sibila como se fosses
A todo momento um segredo me contar

A inocência incontestável do seu toque
Me inunda em pensamentos
Tão precoces para esse momento
Inevitáveis, mas me envolves...

Me trouxe esses dias
Novas cores a minha vida
Que eu nem sabia que o mundo tem

Vem e se joga nos meus braços
E me sinto logo, cheio de algo
Que só sabe me fazer bem

Otávio Fraz