terça-feira, 30 de agosto de 2011

Renascença

Kings Of Leon - The Immortals


A poeira se realoja
Os dias passando com sempre
Ciclos acabam e recomeçam
Uns sorriem, outros mentem

Não se encontrar é grave
Mais ainda não saber aonde ir
O cômodo vicia e aliena
Tenho um caminho a seguir

Sobrevivo me esgueirando
Das facilidades do banal
Dos vícios do mundano
E assim... não sou normal

Vou embaixo, no escuro
Choro e sofro, mas passa
E renasço, como hoje
O mesmo, em um novo mundo

A chuva, um novo "big bang"
Força, para tudo que me convém
Sonhos, a razão do caminhar
E amor, que é só o que pode me guiar

Otávio Fraz



quinta-feira, 25 de agosto de 2011




Soneto ao agora

É preciso morrer pra renascer
Agora, do fundo do poço
Não messo nenhum esforço
Apagar pra reascender

Em meio caminho à luz
Ao longe um céu azul
Felicidade...não caberei em só um
A expectativa não se traduz

Já sinto o peito esquentar
Há um novo cheiro do ar
Um novo mundo ao meu redor

Sucesso na labuta dos dias
Sonhos realizam minha vida
E no amor... já não estou só...

Otávio Fraz

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Soneto a força


De vazio já estou cheio
Entre o fim e o recomeço
O espaço em que me perco
O fim justifica qualquer meio

Me canso logo e com rapidez
Esforço inútil em uma busca
Que a distância, a vista ofusca
Me indago: chegará a minha vez ?

A vez ja chegou e está aqui
O que mais poderás pedir ?
Se não a forçar pra buscar... sempre.

Se essa força você ja tem
Terás tudo que lhe convém
Ao que procuras vá... busque... tente...

Otávio Fraz

terça-feira, 19 de julho de 2011

Brandi Carlile - Turpentine



Quero-te bem... no bem querer de cada instante
Quero-te ontem, como uma lembrança latente
Quero-te hoje, como um momento, um presente
E te quero agora, como quem morre e não pode esperar

Quero-te amanhã no florear do meu bom dia
Quero-te aqui como se fosse tudo que sempre esteve
Quero–te quando, na mais próxima estação
E te quero sempre... como sempre quis

Quero-te linda, assim, adormecida ainda
E singela na mais simples maneira...
Quero-te perdida... e entre meus braços
Logo ser encontrada por meus abraços

Quero-te toda, cada pormenor
Cada defeito o menor que for
Quero-te assim, do jeito que você é
Do loiro fio de cabelo ao feio dedão do pé

Otávio Fraz

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O que for preciso

Se não for escutar é melhor nem ler:

Radical Face - Welcome Home



Longe de ser o que esperam
Já é sem volta o caminho que traço
Na cega busca do eterno
Sem tempo para cansaço

Não sou o que esperam
Sou muito mais
Sou a chuva, a tempestade e a paz
Me quebro e logo me concerto

Amaldiçoado por olhos distante
Vejo além do que se vê
Os que opinam no que devo ser
Só veem horizontes... eu vou mais longe

É distante e caro à sanidade
Mas corro em busca da minha verdade
Contra mau tempo, obstáculos e tristeza
Sou guarda chuva, sou gigante e sou fortaleza

Contra tudo e contra todos
Contra a maldade e os desgostos
Sigo austero meu caminho
Pra isso nasci e aceito meu destino

Esse sou eu e me tenho respeito
E a tudo aquilo que arde no peito
Me tem sido justo e amigo
O destino, e serei o que for preciso

Otávio Fraz

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Poesia Cantada - O que restou.


É difícil tirar você de mim
Como se tudo que vivemos, de repente não existisse mais
Já sabíamos que seria assim
E agora ? Nossa histórias ficou pra trás

É difícil, olhar nos seus olhos e ver
Que ainda sente, tem vontade de viver
Nossos sonhos, nossos planos
E distantes... A quem estamos enganando ?

(Refrão)
O que restou...
Essa canção pra lembrar de nós dois
Do que passou...
Dos momentos que te fiz sorrir
Boa noite!
Temos que dormir

O que restou...
Essa canção pra lembrar de nós dois
Do que passou...
Dos momentos que te fiz sorrir
Boa noite!
Seja feliz

É difícil, olhar nos seus olhos e ver
Que ainda sente, tem vontade de viver
Nossos sonhos, nossos planos
E distantes... A quem estamos enganando ?

Não olhe para mim, fingindo não saber
Quem realmente sou, o que fui pra você
É mentira, dizer que esqueceu
É mentira, seu coração ainda é meu

(Refrão)

Otávio Fraz

LINK PARA BAIXAR A MÚSICA:

Às escolhas.



Não se engane amigo, há sempre uma escolha
Mas quero saber se estas disposto ?
A pagar o preço...a provar o gosto...
É provável que ganhe e é provável que sofra

Quem bem nasceu e já sabe o que quer
Não deixa que digam que não possa fazer
Não vai desistir, não vai esquecer
Arranja um jeito e não perde a fé

Um homem é feito de decisões
É bom ter respeito ao que ruge bem dentro
Contra todas as regras e a qualquer argumento
Prevalece que o que ruge no coração

Mas toma cuidado é tortuoso o caminho
A fraqueza de alma, o desamnor, o desatino
Vendam os olhos e calam os sonhos
É quando, de repente, nem sabemos quem somos


Otávio Fraz

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Poesia Cantada - Ofegantes

Ofegantes




No evolcro da sua cintura
No piscar lento dos teus cílios
No cortante da sua mira
Entreguei-me ao perigo

E em meio a um mar de orações
Exacerbei quase todos os erros
Que um dia sonhei
Me permitir

Deitamos em memórias e sorrisos
Pairamos do futuro as lembranças
Sem anceios, sem planeios, sem promessas
Queiçá esperança

Quis não racionalizar mais
Rasguei amores, poemas, canções
Meu orgulho se foi
Escudos ao chão

Brilhou no tempo uma promessa
Por tráz das nuvens densas que sela
Um emblema... um coração...

E fez-se chorar o tempo
Que há muito dessoava do meu canto
Pareou ao nosso ritmo
O encanto

Incrédulos ainda duvidamos
Mas a tempestade nos seguia
A medida do alvorocer
Ofegantes

Encostado ao teu seio
Vi secar meu pranto
De joelhos e olhos vermelhos
Vi secar meu pranto

Otávio Fraz

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Soneto aos destinos

Damien rice - the blowers daugther



Será que seremos felizes?
Seguindo em caminhos opostos
Num jogo sem diretrizes...
Brincando de gosto não gosto

Distanciamo-nos sempre mais
Por caminhos quase sem volta
Sem migalhas deixadas pra traz
Trancando todas as portas

Nossas vidas aconteceram assim
Simultaneamente, pra você e pra mim
Ao mesmo tempo, hora e até local

Riamos, outrora, dessa sintonia
Que hoje só nos traz agonia
E pra esquecer? Esqueceremos igual?

Otávio Fraz

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Soneto a Tamara

Tiago Iorc - Nothing But A Song



Ah! Que vontade de me dar...
A teus olhos, menina, que são doces
A tua voz que me sibila como se fosses
A todo momento um segredo me contar

A inocência incontestável do seu toque
Me inunda em pensamentos
Tão precoces para esse momento
Inevitáveis, mas me envolves...

Me trouxe esses dias
Novas cores a minha vida
Que eu nem sabia que o mundo tem

Vem e se joga nos meus braços
E me sinto logo, cheio de algo
Que só sabe me fazer bem

Otávio Fraz

terça-feira, 24 de maio de 2011

Com a Benção de Deus


Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.

(Deuteronómio, 1, 8)

Vinde homens bons, e, junto com vossos filhos, colhei os frutos da terra em que lutaram, sangraram e cresceram. É chegada vossa hora.

Amém.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Soneto ao reencontro

Not Falling Apart - Marron 5


Lamentaste demais da vida
Para que passassem aqueles dias
Agora a tempestade passou
Em reclames, presságios de amor

E o dia nasceu limpo... e simples...
Com abraços e sorrisos felizes
Da beleza, dos mais distantes recantos
Formalizou-se então o encanto

As coisas boas que o amor tem
Me preenchem, me fazem bem
Em remanso posso descansar...

Tenho ainda os olhos distantes
Mas hoje, menos do que antes
Estou voltando pra me reencontrar

Otávio Fraz

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sonetinho do coração sozinho

Dont Throw It All Away Our Love - Bee Gees


Se eu me recolher só respeite
Pois não quero mais esse mundo
Fechos os olhos... fico mudo...
E quando sorrio é só enfeite

Entenda que estou triste
Vivo sozinho dentro de mim
E não consigo sair daqui
Solidão maior não existe

Mas isso logo passa
Quando me olha e faz graça
Quando me olha e sorri

E meu coração que era sozinho
Arredio igual menino
Começa a se abrir

Otávio Fraz


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Deserto

Waiting For The End - Linkin Park



E a tempestade de areia passou
Levanto e limpo os grãos do casaco
Ando logo, não posso ficar parado
Não posso perde cada minuto que for
Num deserto não se espera resgate
Água escassa e pernas cansadas
Cada dia, cada hora que passa
É subtraído cruelmente da minha vida
E o horizonte nunca muda
Efervescente, borrado, difuso
Sigo errante, desnorteado e confuso
Caminho inútil, sem saber se vou chegar...
Seria mais fácil me deitar
E deixar as dunas me engolir
Os urubus cuidariam dos meu restos...
Estou a dias sem dormir
Mas algo em mim é mais forte
Mesmo sem bússola sei que sigo pro norte
Para os caminhos que me farão feliz...

Otávio Fraz

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Soneto de decisão

Se... - Djavan

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E a felicidade brotou no meu coração
Como a esperança nos desesperados
E a razão, essa que foge aos apaixonados
Aceitou sua inevitável condição

O dia se fez belo, como há muito não se via
Se fez singelo e como um riso de criança
mais sincero, me renovando em esperança
Engraçado foi sentir em cada som uma melodia

As loucas decisões que um dia ousei tomar
Me fugindo a razão teimei por optar
Juro pelos dias que não faria diferente

Em tempos de incerteza a mim mesmo jurei
"De não ter tentado nunca me arrependerei"
Meu corpo é sem amarras e meu peito independente

Otávio Fraz


Soneto de Aceitação

FELICIDADE - TOM JOBIM e VINICIUS DE MORAES

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Nunca mais esquecerei quem sou
De tudo, preciso entender
Isso que ruge e se faz prevalecer
Me traz tudo, alegria e dor

Lutei tempos contra isso
Hoje, esmero em manter aceso
Cultuando do normal, o avesso
Morro triste, mas não omisso

O homem que não se aceita
Só espera que se perca
E não se encontre nunca mais

Hoje andamos de mãos dadas
Já que essa angústia não se cala
Aprendi a viver sem paz

Otávio Fraz

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meu copo, seu corpo.

Chet Baker - I Fall In Love Too Easily

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La vou eu de novo
Me embriagar com seus beijos
E logo, logo me verás a esmo
Largado na sua calçada
Vomitando pelo olhos
O que deixaste na minha alma

Me embriagarei até cair
Até que tenhas que cuidar de mim
Tirar meus sapatos... o resto da roupa...
Me deite na cama pra eu descansar
Ou até meu amor passar

Acordarei tarde e de ressaca
Com a pele toda marcada
Por escoriações que não lembro
A pele roxa e dolorida
E a mais funda e mais doída
Aquela marcada no peito

Meus olhos em ressaca
Um olhar triste...
Seu corpo... meu copo de uísque...

Otávio Fraz


terça-feira, 26 de abril de 2011

Não queira me subestimar.

Pois bem, estou tentando inovar, já escrevi sonetos demais.
A mando do meu pai, que gosta quando escrevo assim, começo agora a postas outros tipos de poemas e textos, textos em Pseudônimo ( procurem no google)
Esse Pseudônimo se chama, Camila e esse foi o primeiro poema que ela fez.
Está bem diferente da maneira que escrevo hoje, mas espero que gostem.


Meu bem... nosso tempo passou...
O tempo passa e as coisas mudam
E até as desgraças, as mais absurdas
Podem ficar pra trás...


Não guardo mágoa, nem guardo rancor
O tempo passa e depressa passou
Teves meu perdão e do meu bem querer
Mas perdoar não é esquecer...

A menina que deixou, já é hoje uma mulher...
Que hoje em dia só acredita no que quer
Apesar de sonhadora, cresceu e está madura
É ainda a mesma moça, mas agora é mais segura

Com respeito eu te peço, por favor tenha respeito
Amizade não te nego, mas não me trate desse jeito
Subestimar minha inteligência, maior erro não há
Tome agora seu caminho, que do meu eu vou cuidar...

Camila Fraz
(pseudônimo)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Soneto de um homem sem palavra.

Tânia Alves - Apelo

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O que tem um homem senão sua palavra ?
E vejo que agora, já não tenho mais nada
Pois quando me esmero em cumpri-la
Me seguras com os lábios e a deixo esquecida

Mas me levanto decidido: "Já chega!"
Me desafia....insistes... não me deixa
Partir, como jurei a mim mesmo fazer
Então choras, me pedindo pra esquecer

Fraco, digo que esqueço e até sorriu
Ingrata... se aproveitas do meu vazio
"Não me deixa, não queria que você fosse"

Não mereces o que dentro de mim há
Pois nunca me deu motivos pra ficar
Mas tens sorte que teus beijos são doces

Otávio Fraz





domingo, 24 de abril de 2011

Soneto ao que não quer me deixar partir

Vinicius de Moraes & Toquinho - Insensatez

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Desde quando, meu bem, te deixei
Meus dias tem sido só tristeza
Nos ombros a triste certeza
De que não faz falta o que te tomei

Me pego parado e bem distante
Braços cruzados um olhar triste
Como se nada mais me existisse
Senão a saudade... constante

Quando já me distanciava, ao longe
Me chamaste e ouvi tua voz, distante...
"Te recompensarei o tempo perdido"

Na despedida, nosso primeiro beijo
Misto de razão e impulsos de desejo
E assim parti, sobressaltado, mas aflito

Otávio Fraz