segunda-feira, 17 de junho de 2013

TOCANTINS INTELIGENTE - GALERIA BELA PALMA DIA 20/06 ÀS 17 HRS - O GIGANTE ACORDOU

Informações detalhadas:


Nesse fim de semana após muitos e muitos anos vi o Brasil entrar em campo de novo e fazer bonito,  também foi bem legal a seleção brasileira golear o Japão de três a zero.
21 anos de silêncio de boca tapada pela alienação. Mas nossos olhos se multiplicaram, nossas palavras cresceram em alcance e nossa voz rugiu em um brado que estremeceu os pilares mais firmes do Estado Brasileiro.
A geração tecnológica, os netos e filhos da revolução acordaram, desligaram a novela, o arrocha e não se contentam com a janelinha dos noticiários, percebemos que há um horizonte de 360 graus de muita porcaria acontecendo.
Eles tem balas, gás e cérebro nenhum, nós temos mil olhos, dez mil vozes, cem mil braços, quinhentas mil pernas e um milhão de corações ávidos por mudanças.
Você, pare e olhe ao seu redor, você foi preparado, treinado e munido para esse momento, sua atenção não está mais na televisão, o Big Brother é tedioso o Zorra Total uma merda, você agora assiste uma televisão que você mesmo cria, você escolhe no que acreditar, o que e quando assistir. Você está conectado a 7 bilhões de pessoas e suas ideias e opiniões podem virar uma epidemia e borbulhar mentes em um clique.
Você possui sua própria produtora, seu próprio canal sabe utiliza-los, muna-se da sua câmera e do seu 3G mostre para as pessoas o que alimenta seus objetivos e a mudança que você quer para o seu país, agora é a hora, o mundo está voltando os olhos para o seu Brasil e mostre para eles o Brasil que você quer.
Meu coração está batendo forte, meus olhos se emocionam a cada suspiro profundo ao saber que sou parte da geração que vai mudar esse país e começamos agora nossa guerra.
Somos os filhos caçulas desses país, éramos bebês quando pintaram as caras, mas vamos mostrar nosso prodígio e a força do nosso Tocantins. Apesar de nossa tenra idade, nosso estado está corroído pela corrupção e pelos velhos maus modos da política brasileira.

Sejamos o caçula prodígio do País. Nós saímos do coma de 21 anos desde os caras pintadas, vamos agora pintar a nossa maior cara, o nosso Brasil.

"Passou a hora do governo temer seu povo, e não o povo temer o governo."


Otávio Fraz


Inspire-se:
O Gigante Acordou
Vídeo 20 centavos
No Olho do Furacão
Brasileira Falando da Copa para os Americanos
Grupo se manifesta em Nova York em apoio a protestos pelo Brasil




sábado, 15 de junho de 2013

Soneto ao Bohêmio

Chefe, você não sabia
Mas fostes bem mais longe
Sua máquina do tempo, poesia
Atravessou gerações, uma ponte

Aonde acredita-se no amor
E assim também na eternidade
Ensinou a driblar a dor
E trouxe fé e humanidade

Hoje vivo no seu eterno ontem
O que era hoje, não confrontem
É identidade da nossa nação

E tudo começou simples
Em amor e palavras simples
Coisas verdadeiramente do coração

Vinícius não me perdoe
Cometerei seus mesmos erros...

Otávio Fraz
Brasília DF 
15/06/2013 - 21:06

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Bem vinda à nossa casa

Ontem se foram os dias de solidão
E como irredutível é o destino
Na sina de nos surpreender

Quando de repente o que era desprezo
Distancia, aversão e avesso
Torna-se mais do que poderíamos prever

Mãos nunca dadas, nem em sonhos
Desafiando a obviedade do que somos
Hoje contrárias já não podem, nem estão

Confesso é de tempo meu almejo
Displicência, desmistério e descortejo ?
Estranha a nossa solução...

Pois aquilo que resiste
Incólume persiste
E se torna mais que antes

Hoje, bem vinda à nossa casa
Está vazia e mal arrumada
Mas se arruma num instante

Meses passaram-se em um susto
Sem nada para nos conter
Assim juntos desde então

Como diria um Poeta Russo
E quem um dia irá dizer
Que existe razão, nas coisas feitas pelo coração...

Otávio Fraz
12/06/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Soneto a você perto de mim

Aperte o Play e só depois leia
Antonio Carlos Jobim e Elis Regina - corcovado

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Tocou me o rosto e sorriu
Me Segurou sem que nada dissesse
Entre suas mãos, eu em prece
De dentro dos olhos se despediu

Escorreu me pelo rosto a partida
E o presságio da saudades que ja sinto
Se disser  "tudo bem", minto
Tudo de ruim a sua despedida

Fechei os olhos em suspiro
E a supresa ao abri-los
Foi o último gosto do seu beijo

Por ser assim belo e mágico
Me proponho ao destino trágico
De não esquece-la, não me deixo

Otávio Fraz

Foi uma quinta-feira que durou mais de 24 horas, bem mais!

Todos os meses me desemboco lá pras bandas do bico do papagaio e esse mês já fui lá. Trabalho com algumas prefeituras da região, lugares inóspitos e inusitados. Há cerca de 12 anos cheguei aqui na Capital do nosso Tocantins, depois de morar 6 anos na cidade de Tocantinópolis, aonde passei a parte mais relevante da minha infância e início da minha adolescência.
Nessa quinta-feira dia 6 estive em Tocantinopolis, aonde estudei da 1ª à 5ª série no colégio púbico Dom Orione, instituição que muito me ensinou por sua formação religiosa e rica em cultura. Os pátios daquela escola foram o cenário daquela época em que dizemos "me entendi por gente", aonde vivi minhas primeiras angústias, dúvidas e prazeres, fiz amigos maravilhoso que até hoje fazem parte da minha vida e amorzinhos que marcaram de verdade.
Apesar de muito significativo na minha vida o período que morei em Tocantinópolis e estudei no Dom Orione, há cerca de 12 anos não voltava naquele lugar. E essa ultima semana, a trabalho voltei aquele lugar que ainda abriga minha infância. Com felicidade voltei à escola que pouco mudou, revi professores, como Aldeídes, Janeluz e Lucilene,  que me reconhecerem e me abraçaram como felicidade e até mesmo um coração que talhei no tronco de umas das árvores do jardim em homenagem a uma amiguinha. Almocei no restaurante que costumava ir aos domingos comer o "Peixe do Belo"  e visitei o Forum que de dia era Forum e pela noite era pra mim era playground.
Aqui demonstro minha tristeza diante de uma atitude que até agora não consegui entender. O atual juiz da comarca de Tocantinópolis, diretor da comarca e que mora na casa do Juiz que é atrelada ao Forum, cortou e deixou no toco TODAS AS ÁRVORES QUE ESTAVAM AO REDOR DO FORUM E DENTRO DA CASA DO JUÍZ, REPITO, TODAS, DEIXANDO TÃO SOMENTE DUAS QUE SERIA UM CRIME CORTAR. Dentre tais árvores, cajueiros responsáveis por metade das minhas cicatrizes e um pé de Amêndoa que plantei há mais de 17 anos, que estava frondosa e muito alta. Não consigo imaginar qualquer motivo que justifique tal atitude.
Então parti, com saudades e muita felicidade, mas o dia não terminaria aí. Eu tinha a missão de estar no dia seguinte em Palmas para a homenagem que a OAB iria prestar ao meu pai as 14:00 hrs, mas estava a quase 800 km de distância.
A trabalho havia passado pelas prefeituras de São Bento, Cachoeirinha, Praia Norte, Axixá, Sítio Novo, Itaguatins, Tocantinópolis, Arguianópolis, Ananas e Riachinho, quando fomos atender a um cliente em uma fazendo pra lá de Riachinho. Saímos da tal fazendo, aonde me deparei com um 38 em cima de uma cama ao ir ao banheiro, as 8 da noite, sendo que as 8:30 deveria estar em Augustinópolis para pegar a Van para vir à Palmas.
Pisamos fundo no uno que não tinha farol baixo.Entre Angico e Luzinópolis furamos um pneu em um buraco, trocamos pelo step e 15 minutos depois furamos o step e estávamos sem sinal de celular. Resolvemos tocar até Luzinópolis com a roda no asfalto quando passa um carro, damos sinal para parar e para. Era o deputado Ricardo Ayres que me levou à cidade para arrumar o primeiro pneu e gentilmente me trouxe de volta ao uno.
Tocamos rumo a Augustinópolis já as 9:30, eu desesperançoso por ter perdido a Van, e o meu colega Joelson zangado com os carros que não entendiam que estávamos sem farol baixo. Depois de Luzinópolis um veículo não entende nosso sinal de que estávamos sem farol baixo e joga farol alto nos deixando cegos por alguns segundos, coincidentemente nos cruzamos passando por um quebra mola, com a velocidade reduzida Dr. Joelson abaixa o vidro para xingar o motorista do veículo, quando vê que era Van que eu não tinha pegado em Augustinópolis. Gritamos, a Van parou e eu embarquei de volta para Palmas, chegando aqui às 6 da manhã da sexta feira.
Foi uma quinta-feira que durou mais de 24 horas, bem mais.

Otávio Fraz

terça-feira, 4 de junho de 2013

Soneta às primeiras vezes

O que ainda nao tentei?
Sei voar, ser triste e sofrer
Amar o que existe, o que vai nascer
Em modéstia, não sei 

Há sim, simples, sei que há
Raso, próximo e visível 
Algo que talvez comigo 
Não tenha ainda deixado pulsar 

Mas não me apresso  
Pois tenho apreço
Àquela bela surpresa

Ao momento que sem chão
Me pare o coração
E me confunda a cabeça 

Otávio Fraz

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Soneto de Susto

Deus! Como ela está linda
Por que manda-la a essa hora ?
Não estou pronto ainda
Pra uma euforia agora

Lembro, como em poucas linhas
Remexeu-me muitas coisas
Como minhas paz, como meus dias
Coisas puras e não poucas

Mas se foi como uma dia ruim
Sem adeus sem dar um fim
Quando então me perdi todo

De repente apareceu com sua luz
Com todo aquilo tudo que me seduz
Me deixando nova e completamente bobo

Otávio Fraz
25/05/2013- 04:39


sexta-feira, 8 de março de 2013

Homenagem ao dia das mulheres.


Em homenagem ao dia de hoje, o dia da mulher estou publicando esse texto que escrevi em pseudônimo feminino, assim como fazia Chico Buarque em suas músicas e Nelson Rodrigues em alguns textos de sua obra.

A EXTINÇÃO MASCULINA

 Estava cá hoje pensando com meus botões. O mundo se diz evoluir, mas o homem não muda, falo do homem, o ser masculino. Ainda, para a grande maioria somos ainda meros objetos, pedaços de carne, refúgios sexuais.
Isso já foi longe demais, já deu o que tinha que dar, na verdade já demos o que tínhamos que dar, já é passada a hora deles reconhecerem nosso valor como seres pensantes, e mais, superiores.
Em verdade vós digo, os homens se cuidem, não que me faça gosto mas seus dias estão contados. Vocês têm percebido que os homens têm se tornado cada vez mais dispensáveis? Não? Vou lhes provar.
Na época dos primórdios da raça humana, quando o ser humano ainda era selvagem, as mulheres eram responsáveis por manter a raça, procriar, cuidar da prole, manter viva a espécie. É por isso que temos tantas reservas energéticas, seios, nádegas, celulite, essas “gordurinhas” que tanto nos incomoda são pura e simplesmente reservas para mantê-los vivos quando bebês, caso faltasse alimento.
Nessa época nosso valor ainda era reconhecido, os homens nos defendiam com unhas e dentes passavam dias caçando e pescando (mas pescavam mesmo), para nos alimentar.
Depois, com a “evolução” da espécie foram criando armas e formas de demonstração de poder, aí começou nosso martírio. Como eles tinham mais habilidade física no manuseio das armas já tomaram nossa dianteira, e nós cuidando das crianças em casa enquanto iam para a guerra, nós que segurávamos a barra quando eles voltavam sem um braço ou uma perna.
Continuaram guerreando, e pior, começaram a filosofar.
Maldito seja o inventor do ócio criativo, enquanto eles pensavam quem cuidava da casa? E o que surgiu dessa filosofia? Uma teoria de que as mulheres são homens incompletos, pasmem, chamaram nosso clitóris de pênis atrofiado. Foi quando também aprenderam a nos abusar sexualmente, nos vender, trocar, éramos troféus e colecionáveis em harêns.
Daí então a situação só piorou.
Na idade média foi uma maravilha, qualquer uma de nós que curasse doenças, fizesse manuseio de remédios ou mesmo tratamentos com remédios naturais era chamada de bruxa. E lá fomos nós arder nas fogueiras da inquisição. Ah! Era de praxe também sermos oferecidas pelos nossos maridos aos seus senhores feudais como cortesia, mera hospitalidade, mas quando a peste negra chegou quem tinha que segurar a barra?
Daí a burguesia ascendeu, iiixi! As coisas pioraram. Os homens enriqueceram, começaram a acumular riquezas, ficaram ambiciosos, quanto mais tinham, mais queriam, ficaram vaidosos e quanto mais mulheres tinham, mais mulheres buscaram.
Na Revolução industrial, descobriram, enfim, que temos força, habilidade e competência para trabalhar e o que fizeram? Começaram a abusar de nossa força de trabalho, começaram a abusar de nós e dos nossos filhos, trabalhávamos 18, 20 horas por dia.
Daí então, após anos sendo exploradas de todas as formas, começamos a nos indignar, em pequenos grupos, aos poucos. Mas foi mesmo no último século, após quase 3.000 mil anos de abusos que nos rebelamos. Os homens no início relutaram em aceitar, não queriam nos ver libertas do preconceito, mas nada que uma boa greve de sexo não resolva.
Saímos das cozinhas e fomos para as ruas, para as faculdades, para as grandes empresas. Ai sim as coisas começaram a mudar. Percebemos que temos grande força, tanto dentro de casa quanto na política.
Agora estamos ativas nos mercado de trabalho, sustentamos a casa e os filhos, sozinhas. Existem empregos que são preferencialmente nossos, agora nossa feminilidade é mais respeitada, nossa gestação é bem amparada e nossa integridade física também. É certo que sempre existem aqueles que tentam nos tratar como antes, mas não ficamos mais caladas, e eles, não mais impunes.
Hoje em dia já trabalhamos, já mantemos a casa, já sustentamos os filhos, já matamos barata, trocamos lâmpada e o pneu do carro, já abrimos pote de azeitona, e, a nossa maior proeza, se hoje queremos ter filhos, não precisamos mais de um homem, a medicina, por meio da inseminação artificial, nos concede essa regalia.
Então, após esse breve aparado sobre nossa evolução histórica, venho lhes provar que os homens estão se tornando dispensáveis e correm o risco de desaparecer da face terra. Do surgimento do homo-sapiens até os dias de hoje, pouco evoluímos fisicamente, é certo que algumas evoluções aconteceram, como o fato de termos cada vez menos pelos.
Nossa real evolução foi mental e tecnológica. Assim como os cisos pararam de nascer porque perderam sua utilidade, os homens também estão diminuindo em quantidade, pelo mesmo motivo, e nós, seres mais evoluídos, estamos nos tornando predominantes, na verdade já somos.
Estão perdendo aos poucos suas utilidades. Na verdade ainda servem pra parte prática, como belo passatempo para as noites solitárias de sábado, mas ainda sim continuam fazendo as mesmas burradas, se soubessem o que o futuro lhes guarda...
Mas, sabe? Mesmo tendo sido tão maltratadas e ainda sofrermos nas mãos deles, vamos acabar tendo piedade, como sempre tivemos com os nossos imensos e misericordiosos corações de mãe.
Nosso amor não se cabe no peito, nossa capacidade de perdoar, nossa compaixão e, principalmente, nossa consciência de que os pobres coitados são iludidos pelas facilidades e gozos mundanos. São como crianças num grande parque de diversões, mas sabem que chega a hora de ir pra casa e receber um afago de uma mulher. Passamos toda a nossa história perdoando-os e recebendo-os de volta, e quando eles forem sumindo, vamos dar um jeitinho de preservar a raça deles.
Afinal... Quais de nos, cansadas do trabalho diário, não gosta de chegar em casa e vê-la arrumada, as crianças com a tarefa de casa feita, o jantar pronto e nosso homem esperando cheiroso no sofá pra assistir a novela?

Camila Oliveira

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Soneto à Passarinha


Mal deixei aberta, assanhou-se e voou
Fiquei parado assistindo seu sumir
Distância próxima demais pra eu assumir
Ainda lembro a última luz da sua cor

E acho que nunca amei tanto assim
Amor não se mede, nem em tanto
Basta-se amar , simples e pronto
Já é maior do que tudo que há por aí

Era manhã, eu quase ainda dormindo
Numa doce bonanza de domingo
No batente da minha janela, a pequenina

Não lembro bem se realmente estava alí
Mas como há muito não ria, sorrí
No canto de Rouxinol da Passarinha

Otávio Fraz


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Soneto Sem Despedida

Mais uma vez se vão
Sem talvez, sem dizer não
Sem me olhar, sem despedir
Como se eu nem estivesse ali

Agem assim e sem dó
Deixam na garganta um nó
Sem qualquer explicação
Engula e esqueça coração

Volto à vida fria
De bares, de bohemia
De não me importar nem comigo

Só me resta pedir perdão
Me perdoa meu coração
Por não escolher com afinco

Otávio Fraz
29/12/2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Soneto de saudade e ao que não volta


Longe é que não estou a salvo
Não posso fugir ou me esconder
Pois distante sou como um alvo
Da falta que insiste em fazer

E quando voltar o que fazer?
Se perto não posso estar junto
Se junto tenho que me conter
Mantendo um sentimento mudo

E o tudo tende a nos controlar
O tudo de dúvida no ar
Conseguiremos viver nesse absurdo?

Combinamos agir de várias formas
Mas pulamos ou fechamos as portas
E assim somos nada, querendo tudo

                                                                                                                                Otávio Fraz       
                                                                                                                                Goiânia - GO 
                                                                                                                                24/12/2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ode ao desencontro

Era madrugada quase dia
No meio da tanta euforia
Me despertou do meu “ser”

Abri os olhos e a reconheci
Se materializava bem alí
A que meus olhos não podiam ver

Mas a vida é desencontro
O destino de confrontos
Aonde o tempo não é amigo

Encontrar-se é arte
Mas a vontade não faz parte
Do resultado do conflito

E vivemos nessa agonia
Eu sem te ter como amiga
Você sem me receber como mulher

Como ficar juntos assim ?
História sem começo nem fim
Deixando no “se Deus quiser”

Já ha tempos nessa andança
Ir e vir é já virou dança
Onde insistem em não se despedir

E com o tempo, já dilacerado
Eu sei deixar de lado
Sem sofrer e nem sorrir

Otávio Fraz

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O Povo do Fim do Mundo

Está previsto, é definitivo, os Maias não estavam errados, o fim está próximo! Os noticiários tem atestado o afunilamento de desastres naturais causados pelo aumento da temperatura na terra.  Maior seca dos últimos setenta anos, maior cheia dos últimos sessenta anos, maior nevasca dos últimos oitenta e sete anos e tudo em 2012.
Palmas também está condenada, no dia 21 de dezembro sofreremos com um calor de 44º no centro da cidade, ao meio dia será impossível sair na rua por que o sol arderá na pele, o calor do concreto aquecido tornará dificultosa a respiração e até olhar para qualquer coisa branca será difícil por causa do reflexo do sol.
Enquanto isso na região sul da cidade uma chuva estará avassalando os telhados e derrubando os outdoors, tornará impossível se locomover de carro, ocorrerão alagamentos, carros ficarão ilhados no meio das avenidas. Haverá enxurradas, quedas de postes de luz e fortes árvores quebrarão ao meio.
Já ao norte, ocorrerá uma chuva de granizo sem mais nem menos, e quando você ligar para seu amigo que está no centro pra avisar que está caindo gelo do céu, ele lhe informará que o sol está a pino por lá, queimando a testa de quem se atreve a se expor a ele, e será informado que seu primo da região sul está ilhados na rotatória da Palmas/Brasil por causa da enxurrada.
Todo esse rebuliço climático ocorrerá ao mesmo tempo, nessa mesma cidade em um espaço retilíneo menor do que 20 km.
Pensando bem... fim do mundo uma pinoia! Acabo de descrever uma terça-feira comum com pancadas de chuva na capital Tocantinense. O povo de Palmas está habituado a fins do mundo diariamente. Enquanto a temperatura média do planeta é 14º, e nos locais mais quentes chega a 38º, nosso dia é de 42º com sensação térmica de 45º, sem vento.
Todos os dias lidamos com tempestades, chuva de granizo, enchentes e até uns “tornadinhos” passam arrancando árvores, outdoors e telhados e ainda terminamos a tarde com um pôr do sol limpo e bonito de se ver.
Pra quem é do sul e sudeste aqui já é o fim do mundo, inóspito e hostil. O norte do Goiás é terra sem dono e sem lei, SÓ QUE NÃO!
Aqui, no fim do mundo chego ao trabalho em 5 minutos, tenho acesso a tudo que se precisa para um vida boa e tranquila, meus irmãos tem faculdades boas pra cursas, nossos filhos serão criados sem medo e meus avós podem morar numa capital. O ar é limpo, os rios são puros temos árvores pra todos os cantos e na minha casa todo dia um casal de araras enche meu saco grunhindo a manhã todinha que Deus deu.
Aqui se comemora quinta, sexta, sábado e domingo como se fosse o fim do mundo, esse fim do mundo parece que não chega, por isso a gente comemora sempre pra não dar sopa pro azar.
E nessa terra de contraste quem mora aqui ama viver aqui, quem vem de fora quer ficar e quem vem de passagem fica com saudades. O povo do “fim do mundo” pode viver em qualquer lugar que se adapta, o povo do “fim do mundo” está acostumado com mudança, adversidade e é pioneiro desde pequeninho.
Fomos e somos treinados para o fim do mundo, pois transformamos o fim do mundo em um lugar bom de morar. E que venha o fim do mundo dia 21 ou quando Deus quiser, pois o fim do mundo é nosso lar.

Otávio Fraz

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


RETRATO DA POLÍTICA PALMENSE

XENOFOBISMO é a palavra da vez! Por favor me deem qualquer outro motivo para não votar no Amastha mas me falar que ele é alguém de fora, deixar nossa cidade nas mãos de um estrangeiro é DEMAIS pra mim.
Quem não tem caráter não vai cuidar bem de cidade nenhuma, seja ele do Brasil, da Colômbia ou de Marte, temos como prova os nossos últimos 8 anos de prefeitura.
Minha família morou um ano e meio em Portugal, meus irmãos nas escolas que estudavam sofriam por serem de outro país, eram crianças, inocentes e despretensiosas, não foram poucas as vezes que escutaram "volta pra tua terra", o mais novo deles o Luka Fraz, passou por uma situação cômica quando se desentendeu com um colega Português e outra colega de Luanda, em sua defesa, disse, no intuito de assusta-lo, que o Luka era da favela que no outro dia ia trazer armas para se vingar. O português foi parar na diretoria com crise de choro, apavorado de medo, fruto da Ignorância, por ser uma criança.
 E vocês eleitores dos concorrentes políticos, são crianças? Por que estão chorando com medo de um estrangeiro? Não seria ignorância, infantilidade?
Se vocês estão tão preocupados com o fato de que a maioria dos eleitores está votando em alguém que não conhecem, envergonhem-se dos seus candidatos, por que o povo está CANSADO DO CONTINUÍSMO e preferem dar um tiro no escuro a deixar a merda como ela está.
Sinceramente, não há nada que desabone o Lélis ou a Luana, a infelicidade de ambos é simplesmente a base política que os apoia, que para o POVO representa CONTINUÍSMO ou estagnação.
Além do mais, com o advento do Mensalão, dos escândalos com o Cachoeira e com a precária situação de Palmas, o povo está começando a pensar e a tomar atitudes que saem do óbvio, NÃO ESTÃO AGINDO COMO GADO, como esperavam as plataformas políticas dominantes.
A Luana está mantendo sua integridade, apesar de sua péssima equipe de marketing, todos os dias ouço propostas dela.
Quanto ao Lélis é só ligar o rádio pra ouvir ele quase implorando para não votarem no Amastha, em alguém que não conhecemos, faz tempo que parou de falar em propostas, É SÓ ATAQUE, o que está tendo um efeito reverso, TA FEIO PRA ELE.
Agora, chamar Silas Malafaia pra fazer campanha, usar metade da propaganda eleitoral para fazer chacota, imploras por votos, ta ficando feio. Gosto da Luana e da dignidade que ela tem demonstrado, pena que é apoiada por quem é apoiada.
Vocês lembram-se das eleições para Governador do Estado? Quando não tínhamos nenhuma opção? O Gago estava na frente e o Campos esperneando, foi preciso um escândalo homérico para que o Campos ganhasse, votar em um por que o outro é menos pior É UMA GRANDE TRISTEZA, depender de escândalo para ganhar uma eleição É UMA GRANDE TRISTEZA.
Hoje o povo vê Amastha como uma opção, pode ser alguém que não se conhece, isso é verdade, mas é alguém com quem o povo tem se identificado, por ser povo também, por ter vindo de baixo com as próprias pernas, por ser de fora COMO TODO MUNDO DAQUI É.
Me revolta ver uma charge dele com os olhos vermelhos como se fosse usuário de drogas por que é Colombiano, será que se eu fosse ser prefeito de alguma cidade na Colômbia iriam me chamar de traficante do morro? É certeza que iriam me chamar de CORRUPTO também, uma GRANDE IGNORÂNCIA.
Ouvi uma triste piada ontem, “voto no Amastha por que ele não é político nem brasileiro”, e tem um fundo de verdade, infelizmente. O povo está desacreditado.
Então, caros (caros mesmo) eleitores, principalmente os ignorantes, não sejam caros, sejam conscientes, pesquisem a vida dos seus candidatos e quem os apoia, meçam os prós e contras, não se olvidem preconceitos, picuinhas e mentiras. Palmas merece isso.

Otávio Fraz

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

So leia se escutar:


Soneto pra não esquecer

Se afasta, me pedindo pra esquecer
Impossível, esperado a tanto tempo
Entregues, uma ao outro, ao momento
De menos fiz, do que deveria fazer

Mas depois de acontecido, ja era tarde
Antes mesmo de encostados os rostos
Do longo tempo do aproximar dos corpos
O que deveria, não impediu, sequer as grades

Um erro, justificado pelos outros
O sublime, sobrepondo os erros toscos
Perdoados estamos se tentamos acertar

O rosto de perto, não me sai da cabeça
O carinho nas mãos impede que eu esqueça
O toque... doces lábios! Pra sempre guardar

Otávio Fraz

terça-feira, 10 de julho de 2012

Soneto de três dias

So leia enquanto estiver ouvindo:
Onde Anda Você - Vinícius de Moraes

Pretos, sobre os ombros dela
Cascata negra sobre a branca pele
Cobre os seios, vem, me fere...
Bem no peito, so por que é bela

Reclama baixo "isso não ta certo"
Me empurra, tremendo de aflita
Aperta meus braços, me olha doída
Mordendo os lábios, me puxa pra perto

Me enlaça com a perna, me senta no colo
Fecho os olhos, mas não me controlo
Te juro minha linda, não foi por maldade

Chegamos aonde era cedo pra ir
E ela agora, esta longe de mim
E só, me preparo, la vem a saudade...

Otávio Fraz

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Soneto a eternidade

Ouça - Pra Viver um grande amor -


Sou complexo e cheio de angústias
Imperfeito como um homem deve ser
Incertezas, lembranças, lágrimas e buscas
Busco o sempre, pra mais sempre viver

De luz me visto contra a escuridão interna
Não sou infeliz, nem reclamo a situação
Mas o preço a se pagar pela busca eterna
É viver pra sempre de solidão

As vezes me canso de verdade
É quando me esqueço da verdade
E a mãe canção me vem ninar

Quietinho, choro de saudades
Calado, faço bem a minha parte
De a eternidade esperar

Otávio Fraz

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Soneto á espera



Tom Jobim & Miucha - Pela Luz dos Olhos Teus




Te tenho tanto quanto tenho a mim
Quase nada, um tico, uma fresta
Mas meu peito, se faz em festa
Quando me engano que tenho mais

E assim sofro de saudades de Você
E de mim, do homem que seria pra ti
Que está comigo, mas não encontro aqui
Mas me torno ele quando chego a te ver

É triste depender do incerto pra ser
Se não tém remédio, remediado está
De longe triste te vejo ser triste

Então me sento e só te espero
Não me agonio nem me desespero
Quero que entenda, só aqui existes

Otávio Fraz

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Hoje Vencemos.

30 Seconds To Mars - Alibi

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Todos os momentos convergiram até aqui
A esse momento de grandeza e descobrimento
Aonde tive que ser o mais forte que que ja pude
Aonde tive que olhar pra mim mesmo e dizer "mude"

Um ser é moldado por suas escolhas
Escolhi vencer e ser grande
A ponto de nao ser maior que niguém
Guiado pelo certo e não pelo que covém

Tiver que me transformar
Me joguei aos leões
Dentes, garras e lições
Sobrevivi, me restando continuar

Hoje vencemos só em chegar aqui
Até esse ímpar momento
Aonde nossas amarras foram quebradas
Quando sabemos usar nossas armas
Sem precisar ferir ninguém

Otávio Fraz

Obrigado Deus pelas Vitórias, pela força e pelas lições!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Soneto do Limbo

Escravo da Alegria - Vinícius de Moraes


Quando passa só posso fechar os olhos
De olhos fechados de dentro te olho
Como sempre quis e nunca pude ter
Minha, e agora, pra mais sempre ser

Abraços em braços arrepiados
Carinho de longe e cheirinho de lado
Tão de longe e assim bem perto
Não sei se te largo, mas sei que te quero

E quero muito, há meses e poesias
Já desquis e até apaguei, mas foi covardia
Você aparecer antes de eu me despedir

Entre o céu e o inferno, nesse limbo
Brincando de ser, de junto e de dormindo
Viro cá e você vira pra lá, vamos sonhar

Otávio Fraz